Resumo da Palestra
A palestra de Genesson Honerato no evento EPINNE/EPB 2025, intitulada "O que você deixou de ser quando cresceu?", é um convite à profunda autoanálise sobre como a aceleração do mundo digital e as pressões sociais nos afastam de nossa essência, roubam nossa atenção e comprometem a conexão humana. A mensagem central inspira a redescoberta da autenticidade, a valorização do presente e o resgate do nosso verdadeiro potencial, muitas vezes suprimido na jornada da vida adulta.
🧠 Reflexões Iniciais:
- A palestra inicia com uma provocação sobre o que perdemos de nós mesmos ao crescer, conectando-se ao título do livro do autor, "Porque não pensei nisso antes?".
- Destaca o momento histórico atual, marcado pelas novas tecnologias e pela tela no bolso, que gera uma constante inquietação e o medo de ficar para trás.
- Enfatiza que nossa atenção foi "hackeada" por estímulos excessivos e opiniões não solicitadas.
- Argumenta que a supervalorização de um "futuro que não existe" nos impede de refletir e viver plenamente o aqui e agora.
📈 Desafios da Era Digital:
- Analisa a percepção de que o tempo está passando mais rápido, atribuída à falta de atenção no presente.
- Descreve um cenário de cansaço generalizado e excesso de estímulos que o cérebro não consegue processar.
- Aborda a existência de um "ego digital" ou "avatar digital" que exige atenção constante (likes, comentários), sobrecarregando ainda mais nossas vidas.
- Levanta a discussão sobre se "o robô vai tomar nosso trabalho" e a necessidade de se manter relevante neste cenário em constante mudança.
- Questiona a busca por sucesso em detrimento da felicidade genuína.
💡 Impacto na Atenção e Conexão Humana:
- Ressalta que a atenção é o bem mais valioso que possuímos, mas está sendo constantemente roubada e monetizada por plataformas digitais.
- Apresenta dados alarmantes sobre o tempo de tela, com a média brasileira de 47 minutos por dia em redes sociais, somando mais de um ano e meio da vida de uma pessoa em uma década.
- Explica que o excesso de informação pode gerar "pobreza de atenção".
- Aponta para o fenômeno de estarmos "online por dentro e offline por fora", perdendo a capacidade de nos conectar autenticamente com o mundo real e as pessoas ao nosso redor.
- Menciona a "epidemia da solidão", reconhecida pela OMS como uma doença, intensificada pela fragmentação das relações.
- Discute o Efeito Dunning-Kruger nas redes sociais, onde a pouca informação leva à superestimação do próprio conhecimento.
🛠️ Reavaliando Propósitos e Comportamentos:
- Propõe uma reflexão sobre a "sociedade da aceleração" e o questionamento do "para onde estamos correndo tanto?".
- Adapta a Pirâmide de Maslow, indicando que Wi-Fi e bateria se tornaram necessidades básicas da sociedade moderna.
- Alerta sobre o "Fear Of Missing Out" (FOMO), que leva ao acúmulo de planos e projetos que nunca se concretizam, focando em um futuro irreal.
- Incentiva a "matar as referências" (referências tóxicas ou imitativas) para ser mais autêntico e não perder a essência do que se nasceu para ser.
- Desafia a abandonar a mentalidade de "filmar o show inteiro" e, em vez disso, contemplar mais e trocar ideias genuínas.
📣 Chamado à Ação:
- Incentiva o resgate do "superpoder" que pode ter sido perdido ao longo do crescimento, na busca por se encaixar em padrões.
- Reforça a importância da atenção plena no presente e da conexão humana real.
- A longevidade, tanto financeira quanto pessoal, exige relevância no mercado e relações autênticas.
- A mensagem final é um apelo para ser quem realmente somos, sem perder de vista o propósito e as habilidades que nos tornam únicos desde o início da vida.
💬 Frases de Impacto:
- "Sua atenção foi hackeada."
- "Apaixonado pelo futuro que não existe."
- "Atenção é o bem mais valioso que nós teríamos."
- "Informação demais pode criar pobreza de atenção."
- "Online por dentro e offline por fora."
- "Estamos fragmentados."
- "O seu grande superpoder está perdido em algum lugar, porque você quer ser aquela pessoa, daquela maneira."
- "Matar as referências é fundamental para ser o que nós somos e não perder de vista o que nascemos para ser."
- "A gente não contempla mais as coisas, não consegue sentir."